Especialista em turismo, pecuarista faz propriedade decolar investindo em genética no AC

16 Oct 2021

Conheça a trajetória da pecuarista Janete Franke, paranaense que, com a ajuda da Embrapa, se tornou referência na produção de genética Nelore e Senepol

Uma reportagem da série Embrapa em Ação exibida no programa desta quinta-feira, dia 14, contou a história da pecuarista Janete Franke, nascida no município de paranaense de Mercedes e que enfrentou a difícil mudança para o Acre no fim da década de 70. Hoje a empreendedora virou referência em genética Nelore e Senepol no estado do Norte com ajuda das ferramentas de melhoramento genético da Embrapa.

 

A produtora recordou que a viagem para a Região Norte ofereceu seus desafios, como a falta de asfalto, uma vez que a rodovia ainda estava sendo construída. “Nós demoramos dez dias do Paraná até o Acre”, recordou.

Mas antes de se tornar uma pecuarista, a vida profissional de Janete alçou voos em outro setor.

“Eu fui para um outro ramo. Com 18 anos eu comecei a trabalhar na Vasp. Eu trabalhei com aviação durante cinco anos, depois montei uma agência de turismo e passei 30 anos trabalhando. Aliás, eu continuo, essa atividade ainda existe, mas não é mais a minha atividade principal. A principal hoje é a pecuária”, explicou.

Depois que decidiu investir na pecuária, o ingresso de Janete no mercado de genética foi, no fim das contas, uma oportunidade, como ela registrou em entrevista concedida à equipe de reportagem do Giro do Boi.

“Quando nós começamos essa questão da cria, […] a gente precisava completar o plantel e apareceu para a gente um lote de gado PO. E aí foi quando eu fui apresentada para a questão da genética”, contou.

 

Atualmente, a propriedade de Janete é referência no estado do Acre na comercialização tanto de animais Senepol como Nelore da marca Cayman.

“Aqui nessa propriedade a Janete utiliza diferentes técnicas, que permite avançar geneticamente o gado. Entre elas, uma das mais sofisticadas e mais modernas é a fertilização in vitro. Então aqui ela produz tanto bezerros Nelore puros de origem, que é o Nelore PO, que no futuro virão a se tornar touros melhoradores e também, possivelmente, doadoras de embriões, assim também com da raça Senepol, animais que poderão se tornar doadoras, como também touros para cobertura a campo”, apresentou o chefe-adjunto de transferência de tecnologias da Embrapa Acre, Bruno Pena.

“Hoje ela tem uma genética muito boa, tanto dentro da raça Senepol quanto dentro da raça Nelore”, enalteceu Pena.

 

O pesquisador destacou que usar biotecnologias que aceleram o melhoramento trazem uma responsabilidade ainda maior para o criatório, uma vez que a genética a ser multiplicada não pode ter erros nas seleção. “Quando o produtor vai partir para o uso dessas biotecnologias, é extremamente importante que ele tenha um direcionamento do que ele vai multiplicar”, sustentou.

 

Para tanto, Pena exaltou a importância da inserção das fazendas em programas de melhoramento genético. “Embrapa, por exemplo, tem o programa Geneplus, onde ela faz o ranqueamento daqueles melhores touros para diferentes características. Então neste caso, em que a pecuarista está trabalhando com fertilização in vitro, e um macho e uma fêmea vão se multiplicar em número muito maior, isso torna ainda mais importante, que ela acerte na escolha do touro e na escolha dessa vaca que vão se reproduzir”, reforçou.

 

Janete ressaltou ainda que a parceria com a Embrapa não beneficia somente o melhoramento da genética do seu rebanho.

“Eu já fiz convênio com a Embrapa para me dar assessoria na questão de pastagem. A gente, lá no arrendamento, plantou milho, fez um dia de campo […]. Eu conto muito com a Embrapa. […] Eles te dão mais certeza. E quanto menos você errar, mais você lucra”, destacou Janete.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Giro do Boi



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